Renascimento
- 8 de jun. de 2015
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O Renascimento é considerado um dos mais extravagantes e esplendidos períodos da história do vestuário, isso porque é o primeiro período em que conseguimos enxergar aquilo que chamamos hoje de moda. A crescente estabilidade política e expansão econômica permitiu que mais pessoas pudessem ter acesso às “boas coisas da vida”. As pessoas passam, então, a se vestir umas para as outras, sendo influenciadas pelo cenário cultural no qual estão inseridas. Surge, portanto, a moda.
O vestuário no início do século XV seguia ainda os traços do final da Idade Média: tanto homens quanto mulheres usavam túnicas longas que cobriam o corpo do pescoço aos pés. Contudo, como vimos acima, as mudanças culturais da época foram acompanhadas por mudanças no vestuário.
O vestuário feminino era composto por, no mínimo, três partes: corpete, saia e mangas. O corpete era ajustado ao corpo, cobrindo dos ombros até a cintura. É importante ressaltar que ele não era apertado, não deformava o corpo das mulheres como veremos em outros períodos, tinha a intenção apenas de ressaltar a silhueta feminina. Os decotes eram amplos, geralmente mostrando um pouco dos ombros e cruzando o peito numa curva logo acima dos seios. Por baixo do corpete era comum se usar uma camisa de tecido fluido ou transparente. As saias eram amplas, sendo usada uma espécie de armação, em madeira ou outro material “firme”, para dar o formato desejado. Algumas saias possuíam uma abertura na frente que revelava uma sob saia, geralmente em tecido diferente.

Assim, a peça básica do vestuário masculino passou a ser o doublet, uma espécie de colete acolchoado, abotoado na frente, com ou sem mangas. As mangas sofreram mudanças, passando de bem ajustadas do ombro ao pulso, a bufantes na parte superior dos braços.









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